Quando
acordei a aeromoça estava dizendo algo sobre chegar ao destino. Abri meus olhos
e olhei pela janela. A vista não era assim tão ruim, tinhas bastantes casas bem
ajeitadinhas.
–
Até que o Tennessee nem é assim tão ruim.
–
É, depende do lugar que você mora. – Um cara que estava sentado do meu lado me
disse, e por alguma razão eu acho que foi cedo demais pra eu ter comemorado. – Aqui é o centro do Tennessee.
Centro?
Ótimo, se aquilo era o centro, não queria nem conhecer o resto. Eu queria
voltar pra casa. Queria voltar pras minhas amigas e pro meu colégio.
Procurei
me tranquilizar. Só tinha que ficar ali 2 meses. Apenas dois meses, nada mais
que isso. Minha mãe prometeu. É, 2 meses e só!
Desci
do avião e senti alguma coisa tremendo. Meu celular. Abri a bolsa rapidamente e
peguei o aparelho. Eu não conhecia o número, mas atendi do mesmo jeito.
–
Alô, quem fala?
–
Oi Lulu – conheci a voz do homem rapidamente. Era meu pai. Sua voz não tinha mudado nada, nada. E eu não esperava
reconhecer logo de cara. – você chegou bem, minha filha?
–
Oi pai. Cheguei sim, tu ta aqui no aeroporto?
–
Tu continua com o sotaque. Irrá!
Minha neném ainda é a mesma. E eu to bem atrás de tu garotinha.
Desliguei
o celular e me virei. Tinha uma camionete azul bebe a uns 100 metros de mim.
Peguei minha bagagem e fui em direção a camionete. Ele estava lá. Com os seus
mesmos olhos azuis e seus cabelos negros. Sua pele com toda certeza estava mais
vermelha do que de costume, mas ele tinha sempre a aparência serena de sempre.
Dei graças a Deus por ele estar sozinho. Eu não queria que ninguém mais ouvisse
todas as perguntas que eu iria fazer a ele.
Botei
minhas malas no lado de trás da camionete e abri a porta do carro. Entrei e me
sentei ao lado dele.
–
Tu ta com uma cara péssima, sabia?
–
Pois é. Será que é porque eu saí do lugar que eu mais amo no mundo pra ir morar
com o meu amado pai, que eu não vejo e não falo a 7 anos, em uma fazenda ainda
por cima. É, mas, ninguém desconfia que eu odeie fazendas, só a mamãe, e olha
só. Ela não está aqui!
Falei
olhando em seus olhos e percebi que ele compreendia a raiva que eu estava
sentindo.
–
Lamento pelo câncer de sua mãe. Sinto muito por ela não poder mais te ver.
Ele
tinha dito Câncer? Isso é impossível.
Se minha mãe estivesse com câncer ela teria me falado.
–
Para de mentiras. Minha mãe não tem câncer!
–
Oh! Ela não te contou Lulu?
Olhando
em seus olhos, eu vi que ele estava falando a verdade. Não percebi que estava
chorando até ele passar o seu dedão na minha bochecha para limpar as lagrimas.
–
Ela... ela tem quanto tempo?
–
Bom, ela me contou sobre o câncer a exatamente uma semana atrás. E ela me disse
que só tinha alguns dias. Mas não disse quantos.
Não
agüentei ouvir aquilo. Saí do carro e corri de volta para o aeroporto. Pedi ao
moço uma passagem de volta pra Califórnia. Senti uma mão quente no meu braço e
me virei.
-
Vocês comentaram, então eu postei bem rapidinho. Aqui esta o capitulo 4, e beeem grande pra agradar vocês!
agora vocês vão começar a entender melhor algumas coisas e eu prometo que os proximos capitulos vão ser muuito legais. Então, comentem e me deixem feliz =)
haha . Beijoos e aproveitem!
@PoolliHutcher