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segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

4 - Não pode ser


Quando acordei a aeromoça estava dizendo algo sobre chegar ao destino. Abri meus olhos e olhei pela janela. A vista não era assim tão ruim, tinhas bastantes casas bem ajeitadinhas.
– Até que o Tennessee nem é assim tão ruim.
– É, depende do lugar que você mora. – Um cara que estava sentado do meu lado me disse, e por alguma razão eu acho que foi cedo demais pra eu ter comemorado. – Aqui é o centro do Tennessee.
Centro? Ótimo, se aquilo era o centro, não queria nem conhecer o resto. Eu queria voltar pra casa. Queria voltar pras minhas amigas e pro meu colégio.
Procurei me tranquilizar. Só tinha que ficar ali 2 meses. Apenas dois meses, nada mais que isso. Minha mãe prometeu. É, 2 meses e só!
Desci do avião e senti alguma coisa tremendo. Meu celular. Abri a bolsa rapidamente e peguei o aparelho. Eu não conhecia o número, mas atendi do mesmo jeito.
– Alô, quem fala?
– Oi Lulu – conheci a voz do homem rapidamente. Era meu pai. Sua voz não tinha mudado nada, nada. E eu não esperava reconhecer logo de cara. – você chegou bem, minha filha?
– Oi pai. Cheguei sim, tu ta aqui no aeroporto?
– Tu continua com o sotaque. Irrá! Minha neném ainda é a mesma. E eu to bem atrás de tu garotinha.
Desliguei o celular e me virei. Tinha uma camionete azul bebe a uns 100 metros de mim. Peguei minha bagagem e fui em direção a camionete. Ele estava lá. Com os seus mesmos olhos azuis e seus cabelos negros. Sua pele com toda certeza estava mais vermelha do que de costume, mas ele tinha sempre a aparência serena de sempre. Dei graças a Deus por ele estar sozinho. Eu não queria que ninguém mais ouvisse todas as perguntas que eu iria fazer a ele.
Botei minhas malas no lado de trás da camionete e abri a porta do carro. Entrei e me sentei ao lado dele.
– Tu ta com uma cara péssima, sabia?
– Pois é. Será que é porque eu saí do lugar que eu mais amo no mundo pra ir morar com o meu amado pai, que eu não vejo e não falo a 7 anos, em uma fazenda ainda por cima. É, mas, ninguém desconfia que eu odeie fazendas, só a mamãe, e olha só. Ela não está aqui!
Falei olhando em seus olhos e percebi que ele compreendia a raiva que eu estava sentindo.
– Lamento pelo câncer de sua mãe. Sinto muito por ela não poder mais te ver.
Ele tinha dito Câncer? Isso é impossível. Se minha mãe estivesse com câncer ela teria me falado.
– Para de mentiras. Minha mãe não tem câncer!
– Oh! Ela não te contou Lulu?
Olhando em seus olhos, eu vi que ele estava falando a verdade. Não percebi que estava chorando até ele passar o seu dedão na minha bochecha para limpar as lagrimas.
– Ela... ela tem quanto tempo?
– Bom, ela me contou sobre o câncer a exatamente uma semana atrás. E ela me disse que só tinha alguns dias. Mas não disse quantos.
Não agüentei ouvir aquilo. Saí do carro e corri de volta para o aeroporto. Pedi ao moço uma passagem de volta pra Califórnia. Senti uma mão quente no meu braço e me virei.

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Vocês comentaram, então eu postei bem rapidinho. Aqui esta o capitulo 4, e beeem grande pra agradar vocês!
agora vocês vão começar a entender melhor algumas coisas e eu prometo que os proximos capitulos vão ser muuito legais. Então, comentem e me deixem feliz =) 
haha . Beijoos e aproveitem! 
@PoolliHutcher

domingo, 26 de fevereiro de 2012

3 - Começo de um pesadelo?


Cheguei em casa e abri a porta da sala. Tinha 3 malas na sala, e minha mãe estava do lado delas.
– Como eu disse no telefone, você vai morar com o seu pai.
Aquelas últimas palavras dela ficaram ecoando em minha mente. Eu não podia acreditar que aquilo estava acontecendo.
– Não vou não. Eu vou continuar onde eu to. Onde eu sou feliz. Não vou pra lugar algum. Principalmente com o meu pai.
– Não adianta. Você vai morar com ele – ela olhou nos meus olhos e eu vi a dor que ela estava sentindo – Todas as suas coisas estão aqui, não tem mais nada pra pegar.
– Por que você ta fazendo isso, mãe? Você sabe que isso ta doendo tanto em mim quanto em você. Eu não quero e não vou morar com aquele homem.
– Não fale como se tivesse nojo dele. Eu sei que você não tem. Sei que você o ama e sente falta dele. Quero que pelo menos você fique um ano lá.
– Já disse que não vou pra lugar algum.
– Sinto muito minha filha, mas vai sim. Pelo menos tenta ficar lá esse verão. Eu prometo que se tu não gostar de lá, você vai poder voltar pra cá.
– Promete?
– Sim. Prometo.
Eu a abracei com toda a força que tinha. Não acredito que ela estava fazendo isso. Mas se estava fazendo, é por um bom motivo, porque eu sei que ela me ama. Sei que o amor dela por mim é bem maior do que o meu por ela. Ouvi um barulho de buzina. Minha mãe me soltou de seus braços e me deu uma passagem de avião.
– Seu táxi chegou. Tome aqui sua passagem. Cuide-se minha linda. Te amo.
Ela subiu as escadas da nossa casa e me deixou lá em baixo, sozinha.
Peguei minhas malas e fui em direção ao táxi. O motorista me ajudou e me levou em direção ao aeroporto.
Antes de entrar no avião eu liguei pra Karen e pra Estela. E contei pra elas o que aconteceu. Choramos juntas pelo celular. Falei pra elas quanta saudade iria sentir e depois tive que desligar.
Entrei no avião e sentei na minha poltrona, que era do lado da janela. Eu me encolhi ali, e fiquei imaginando o porquê da minha mãe ter me mandado pra morar com o meu pai. Eu fiquei imaginando todas as alternativas possíveis. Eu realmente não acreditava que estava saindo da Califórnia para ir para o Tennessee. Tentei por um momento esquecer um pouco esse assunto. Talvez lá não seja assim, tão ruim. Dormi profundamente, desejando para que quando eu acordasse, toda aquela história tivesse sido somente um sonho ruim.


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Bom, vocês não comentaram na minha postagem anterior, então eu fiquei um bom tempo sem postar. aqui está o 3° capitulo, e por favor COMENTEM! 
Eu preciso saber se vocês estão gostando. 
Beijoos e aproveitem. 
@PoolliHutcher 

domingo, 19 de fevereiro de 2012

2 - Tudo muda


Quando ela começou a falar, estava fazendo um gesto com as mãos abertas, levantando e abaixando, e a cada vez que ela fazia isso, respirava fundo.
– Ok. Respire fundo, Karen. Respire fundo – ela parou de fazer o gesto e, novamente me fuzilou com seus olhos cor de mel. – Qual é o seu problema Luiza Albuquerque? Você tem sérios problemas de cabeça né? O que te deu pra me deixar falando sozinha e depois sair correndo pela escola? Você anda bebendo ou o que?
– Eu não tenho nenhum problema Srtª. Karen Pinheiro. Eu não deixei tu falando sozinha. A Estela estava contigo. Esqueceu?
– Estava... – Estela apareceu na porta com uma aparência de cansaço –  Falou super certo Luiza. E pelo visto, ela esqueceu sim, porque me abandonou lá no gramado, sozinha né?!
– Ah, é um complô né? Já entendi tudo!
Nos encaramos por alguns rápidos segundos e começamos a rir. Nos abraçamos e depois eu e Estela continuamos a escutar a reclamação da Karen.
O resto do dia foi como qualquer outro dia de segunda-feira.
Quando já estávamos indo embora, a Estela foi andando comigo enquanto a Karen pegou carona com o seu namoradinho insuportável.
No caminho pra casa, o asfalto estava totalmente molhado e escorregadio, então andamos bem devagar, e estava um silencio chato. Mas, felizmente, meu celular tocou. Abri minha bolsa rapidamente e peguei meu celular. Era minha mãe. Eu morava com ela desde que o meu pai e ela se divorciaram, e eu não o via desde então. Mas ele sempre mandava cartas, e por isso eu sabia que dois meses depois que eles dois se divorciaram, ele se casou com outra mulher, que tinha, na época um filho de 10 anos. Então agora ele deve ter uns 17 anos. Eles moram numa fazenda no Tennessee. Parte do motivo que escolhi morar com minha mãe foi porque eu odeio fazendas. Eu gosto de praias, parques, shoppings e coisas pra fazer sem ser limpar caquinhas de porcos e cavalos. Atendi o celular e a primeira frase da minha mãe já acabou com o meu dia.
 – Oi mãe!
– Oi filha. Você vai ir morar com o seu pai. Suas malas já estão prontas aqui. Você vai para o Tennessee assim que chegar em casa.
 Desliguei o telefone, não acreditei no que ouvi.
– Estela. Tenho que ir. Beijos.
E corri em direção a minha casa, que não ficava muito longe de onde eu estava.


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Obrigada aos que comentaram. e bom, parece que vocês estão gostando, né? 
Sintam-se a vontade para dar comentarios e sugestões para melhorar a web. 
Obrigada mesmo. 
Ah, mudei meu user no twitter, então agora é @PoolliHutcher . 
Até amanhã galeros :* 

sábado, 18 de fevereiro de 2012

1 - Começo


O dia estava realmente claro. O sol clareava toda a escola, fazendo a água da chuva que estava no chão evaporar totalmente. Tinha vários grupos de alunos espalhados pelo gramado, lanchando, conversando e fazendo besteiras típicas de adolescentes de 16 anos. Eu sabia que logo, logo teria duas pessoas vindo correndo em minha direção e com certeza uma delas iria me dar muita dor de cabeça de tanto tagarelar.
– Onde foi que você se meteu, Luiza? Por que não me esperou?
– Desculpe Karen, mas você demorou muito, muito mesmo. Eu não ia me atrasar só por seus caprichos e manhas exageradas por maquiagem.  – Karen é minha melhor amiga desde a terceira série.
– Caprichos?! – ela quase gritava. E realmente eu tava começando a ficar com dor de cabeça. – Não é um simples capricho. É difícil pra mim ficar com espinhas na cara, principalmente agora que surgiu, do nada, uma gigante no meio da minha testa. Olha só pra isso!
Karen tinha a pele branca, que me fazia sempre lembrar a neve. Sua beleza é inconfundível. Seus perfeitos cabelos cacheados castanhos claros batiam na cintura e se deuses existissem, ela com certeza iria parecer com Afrodite, ou algo do tipo. Praticamente todas as meninas da escola tinham inveja dela e do seu corpo, que tinha várias e várias curvas, com toda certeza ela era linda.
– Tu ta exagerando, eu to começando a ficar com dor de cabeça, e vê se para de tagarelar na minha cabeça todo dia de manhã. Por favor!
–Ah, pare com esse sotaquezinho, pelo amor de Deus! E eu não tagarelo coisa nenhu... Oh my Good! Estela, que roupa é essa?
– Vê se não implica Karen. Não to com paciência pros seus caprichos de roupa e maquiagem hoje.
– Ah, pelo amor de Deus, gente! É a última semana de aula antes das férias de verão. Vamos nos divertir...
Eu já estava sem paciência para aquilo tudo quando eu saí andando pra longe delas duas ouvindo minhas músicas favoritas. E como sempre, elas começaram a me gritar que nem umas loucas e eu fingi que nem ouvi.
Passei pelo portão da escola quase correndo, falei com algumas pessoas que falaram comigo enquanto eu passava as pressas pelo gramado e pela extensa varanda que tinha em frente às salas de aula do primeiro andar, da secretaria, da enfermaria e do refeitório. Olhei para trás, e Karen ainda estava correndo atrás de mim, enquanto Estela estava parada no portão da escola, batendo pé, com sua mão na cintura e fazendo careta. Seus cabelos loiros curtos davam um ar de maturidade e chatice a ela. E nessa hora foi quando percebi que realmente a roupa dela tava um lixo. Ela usava uma calça boca-de-sino com uma bata cheia de flores e girassóis estampados. Era uma combinação bem estranha.  Continuei correndo de Karen até a nossa sala no segundo andar, que é o andar das salas do segundo ano. Botei minha bolsa na minha mesa. Quando Karen chegou, ela me fuzilou com os olhos, e eu percebi que ela estava realmente com raiva. Mas na verdade não me preocupei muito, porque, afinal, é a Karen, e ela se tranqüiliza facilmente.  

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Oii geente. 
Bom, essa é a minha primeira web, então, comentários e criticas são muito bem vindas. 
Os capitulos vão ser sempre desse tamanho. Comentem pra eu saber se vocês estão ou não gostando, ok? 
Beijoos e sigam @PoolliSantos :*