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domingo, 19 de fevereiro de 2012

2 - Tudo muda


Quando ela começou a falar, estava fazendo um gesto com as mãos abertas, levantando e abaixando, e a cada vez que ela fazia isso, respirava fundo.
– Ok. Respire fundo, Karen. Respire fundo – ela parou de fazer o gesto e, novamente me fuzilou com seus olhos cor de mel. – Qual é o seu problema Luiza Albuquerque? Você tem sérios problemas de cabeça né? O que te deu pra me deixar falando sozinha e depois sair correndo pela escola? Você anda bebendo ou o que?
– Eu não tenho nenhum problema Srtª. Karen Pinheiro. Eu não deixei tu falando sozinha. A Estela estava contigo. Esqueceu?
– Estava... – Estela apareceu na porta com uma aparência de cansaço –  Falou super certo Luiza. E pelo visto, ela esqueceu sim, porque me abandonou lá no gramado, sozinha né?!
– Ah, é um complô né? Já entendi tudo!
Nos encaramos por alguns rápidos segundos e começamos a rir. Nos abraçamos e depois eu e Estela continuamos a escutar a reclamação da Karen.
O resto do dia foi como qualquer outro dia de segunda-feira.
Quando já estávamos indo embora, a Estela foi andando comigo enquanto a Karen pegou carona com o seu namoradinho insuportável.
No caminho pra casa, o asfalto estava totalmente molhado e escorregadio, então andamos bem devagar, e estava um silencio chato. Mas, felizmente, meu celular tocou. Abri minha bolsa rapidamente e peguei meu celular. Era minha mãe. Eu morava com ela desde que o meu pai e ela se divorciaram, e eu não o via desde então. Mas ele sempre mandava cartas, e por isso eu sabia que dois meses depois que eles dois se divorciaram, ele se casou com outra mulher, que tinha, na época um filho de 10 anos. Então agora ele deve ter uns 17 anos. Eles moram numa fazenda no Tennessee. Parte do motivo que escolhi morar com minha mãe foi porque eu odeio fazendas. Eu gosto de praias, parques, shoppings e coisas pra fazer sem ser limpar caquinhas de porcos e cavalos. Atendi o celular e a primeira frase da minha mãe já acabou com o meu dia.
 – Oi mãe!
– Oi filha. Você vai ir morar com o seu pai. Suas malas já estão prontas aqui. Você vai para o Tennessee assim que chegar em casa.
 Desliguei o telefone, não acreditei no que ouvi.
– Estela. Tenho que ir. Beijos.
E corri em direção a minha casa, que não ficava muito longe de onde eu estava.


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Obrigada aos que comentaram. e bom, parece que vocês estão gostando, né? 
Sintam-se a vontade para dar comentarios e sugestões para melhorar a web. 
Obrigada mesmo. 
Ah, mudei meu user no twitter, então agora é @PoolliHutcher . 
Até amanhã galeros :* 

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