–
Ei, você não pode fazer nada Luiza. Nada! - Eu o abracei com toda a força que eu tinha. Agora eu
entendi o porquê dela ter me mandando morar com o meu pai. Ela só queria me
proteger. Só isso. – Lamento minha linda. Eu juro que vou tentar fazer você ser
a menina mais feliz do mundo. Juro que vou fazer de tudo pra te proteger. Eu
juro. Vem, vamos pro carro.
Ele
foi me levando pro carro. O vento estava forte, fazendo o meu cabelo açoitar o
meu rosto. Mas isso não me incomodava.
Quando
chegamos ao carro, eu me encolhi no banco, peguei meu celular e disquei o
número da minha mãe.
Chamou.
Chamou. Chamou.
Mas
ela não estava mais lá. Como eu não tinha percebido todos os sintomas antes?
–
Escuta Lulu. São algumas horas de viajem. Você deveria descansar.
Eu
assenti com a cabeça e fechei meus olhos. Comecei a lembrar de todos os
momentos bons que eu e minha mãe tivemos nesses 7 anos que eu não tive pai. Ela
sempre foi mais que tudo na minha vida. E agora parecia que sem ela, nada mais
seria a mesma coisa.
Acordei
com meu pai me chamando, avisando que tínhamos chegado. Mentalmente, me
preparei para o que eu ia ver e viver a partir de hoje. Eu nem conseguia
respirar direito. Sentia que estava sem chão. Mas, rapidamente, tirei isso da
cabeça e encarei todo esse problemão como se fosse apenas uma fase, com muitas
mudanças, que, mais cedo ou mais tarde, eu teria que me acostumar.
Saí
do carro, meu pai pegou as minhas bagagens.
–
Vamos, entre!
Depois
de um longo suspiro, o ajudei com minhas malas e então, fomos pra dentro, do
que eu já poderia chamar de Casa Nova.
A
casa tinha uma varanda bem extensa, e na verdade, não parecia nada com uma
fazenda. Parecia que simplesmente, era uma casa, com um imenso, muito grande
mesmo, jardim. Um jardim muito bem cuidado, só pra constar. Assim que entramos
na Casa Nova eu percebi que, por dentro, a casa era totalmente urbanizada.
Tinha uma televisão muito grande, DVD karaokê, uma estante com livros, filmes e
CDs. Na verdade, me senti tão confortável, que parecia que eu já morava ali há
muito tempo.
–
Bem, Lulu, vem comigo.
O
segui. Atravessamos a sala, passamos pela cozinha, pelo banheiro e paramos em
frente a uma porta de madeira. Estava ansiosa para ver o meu quarto novo. Tive
um surto quando eu vi que no meu quarto
tinha duas camas! Duas camas!, Mas o quarto era relativamente lindo. Apesar de
eu ter que dividi-lo com algum ser, o quarto me passava uma tranqüilidade, que
eu gostei, gostei muito!
–
Esse aqui é o seu quarto e do Eduardo, que é filho da sua madrasta.
–
Eduardo? Menino?
–
É, Eduardo que odeia ser chamado de Dudu, então, nem tente.
–
Ah, já sei como eu vou encher o saco do meu novo irmãozinho.
–
Irmãozinho? Ah ta!
Ele
disse isso saindo pelo quarto. Eu botei minha mala em cima da minha cama, e
comecei a arrumar o meu armário. Eu não entendi muito bem o que meu pai quis
dizer com “Irmãozinho? Ah ta!”, fiquei com aquilo na cabeça.
Terminei
de arrumar minha mala e peguei uma maçã. Fui pra sala ver TV, deitei no sofá e
estava comendo a maçã, quando escutei um assovio. Sentei rapidamente no sofá e
olhei para porta. Fiquei de queixo caído.
–
Você deve ser a Luiza, né?
–
É, devo ser. E você deve ser o Dudu, né?
O
meu irmãozinho, na verdade era um irmãozão, gostosão e tudo com ão no final.
Tinha cabelos negros e olhos esverdeados. Corpo malhado e muito gato. Pra ser
sincera, babei ele.
–
Eduardo. Meu nome é Eduardo.
-
Capitulo 5 postado! haha . Espero que gostem.
Comentem bastante e me digam o que acharam do Dudu. hahaha
beijoos e aproveitem!
@PoolliHutcher :*
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