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sexta-feira, 9 de março de 2012

8 - Quem ele pensa que é?


– Não se preocupa, é perto daqui.
– Distancia não me incomoda. Na verdade eu gosto muito de andar.
– Olha, uma garota da cidade grande que gosta de andar? Meu Deus! Vai chover.
Eu dei uma batidinha nele.
– Ah, fala sério! Não é só porque eu vivi na cidade grande que eu não gosto de coisas saudáveis. Andar é muito bom.
– Hm, entendi. Coisas saudáveis... Acho dificil imaginar você andando lá, digo, você deveria ir a academia e ficar correndo na esteira por 1 hora.
–  O que? Claro que não. Não gosto de academias. Tem muito suor pra um só lugar.
–  Hum. A princesinha é fresca, é?
Bati nele de novo, mas dessa vez com um pouco mais de força.
–  Não sou princesa nenhuma. Muito pelo contrario. –  forcei um sorriso
Ele parou.
Já tínhamos chegado, mas estávamos no portão do local. Tinha bastante gente, de todas as idades.
Continuei andando, mas mesmo assim ele não veio comigo. Virei para trás.
–  O que foi? Algum problema?
Ele coçou de novo a cabeça. Parecia confuso, não sei.
–  Acho que foi um erro você ter vindo pra cá.
Aquilo veio como uma bomba pra mim. Do que ele tava falando? Pensei que tínhamos nos dado bem.
–  Eu posso voltar pra casa, gravei o caminho.  –  ri meio sem graça.
–  Não to falando da festa. To falando do Tennessee.
Não deu tempo de responder, um amigo dele saiu do nada e agarrou ele, e eu nem sabia o que eu ia responder. Eu tava me sentindo um lixo. Um incomodo. Por que ele falou aquilo?
– Fala ai moleque!
– E ai Matheus.
– Opa, quem é essa ai?
– Ah, ela é...
– Sou um encosto – interrompi.
Eduardo abaixou a cabeça. Matheus olhou pra cara dele, parecendo confuso. Não consegui ficar ali. Fui embora.
Sem olhar pra trás.

Voltei de cabeça baixa, pensando no que ele disse. Não tava fazendo sentido na minha cabeça. Será que ele me achava assim, tão insuportável a ponto de me falar isso?
Eu estava me sentindo incrivelmente sozinha, mais ainda quando cheguei em casa e lembrei que a chave tava com o Eduardo. Não tinha ninguém em casa. Sentei na varanda da frente olhando em volta pra ver se alguém aparecia. Eu queria um abraço, precisava disso. Eu estava com raiva por ele ter dito aquilo, e também estava magoada, e tudo se juntou a dor que eu estava sentindo por saber que nunca mais veria minha mãe. Tudo estava tão bem até ele me dizer aquilo. Eu realmente pensei que a gente estava se dando bem. Será que ele chega a ser tão falso a me iludir desse jeito?
Tomei uma decisão, só iria falar com ele se fosse muito necessário. Nem olhar pra ele eu iria. É, eu vou fazer isso.

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Diia de capitulo duplo! hahaha . 
Pedido de leitora eu atendo! 
Aproveitem. XOXO :* 
@PolliSplit

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