Deitei
no chão de madeira da varanda e fechei os olhos. Fiquei imaginando como foi
aquele dia, tão longo. E estava tudo melhorando aos poucos, até aquele estúpido
garoto falar aquilo. Meus pensamentos já estavam um pouco longe, mas eu não
conseguia pensar em mais nada a não ser no Eduardo. Acabei dormindo.
–
Lulu! Luiza! Acorda filha, pelo amor de Deus.
Meu
pai tinha chegado. Eu ainda estava na varanda. O abracei com todas as minhas
forças e chorei, chorei muito.
–
Ah Lulu, fique calma. Eu estou aqui. Vem, vamos pra dentro.
Ele
estava muito preocupado, dava pra perceber. Eu não levantei do chão, então ele
me pegou no colo e me levou até o quarto. Eu mantive a minha cabeça enterrada
no ombro dele, eu precisava daquilo, precisava me sentir amada novamente. E eu
estava nos braços do meu pai, o homem que mesmo sem me ver por 7 anos ainda me
amava incondicionalmente. Ele me botou na cama e eu me encolhi, me tapei e
fiquei ali, chorando.
–
Lulu, preciso que me conte o que aconteceu.
–
É só saudade, da minha mãe.
–
E por saudade você dormiu na varanda?
–
Não. É que eu voltei da festa só que me esqueci de pegar a chave com o Eduardo.
Por isso dormi na varanda.
–
Hum, entendi. E a festa, como foi?
–
Foi boa – menti
–
Que bom que se divertiu querida. Bom, eu vou dormir, se você quiser comer
alguma coisa, sabe que pode ficar a vontade né?
–
Sei sim. Obrigada Pai.
–
De nada Lulu – ele abriu um sorriso –. Boa noite querida.
Levantei
e botei meu pijama, fiquei deitada na cama e fiquei esperando com todas as
minhas esperanças, que o Eduardo chegasse depois que eu dormir. Não queria
vê-lo.
Fiquei
rolando na cama por uma hora, e a cada minuto que passava eu agradecia pelo
Eduardo não ter chegado. Senti sede e fui na cozinha. Estava faminta também,
não tinha comido nada além daquela maçã. O Eduardo tava lá, senti um aperto no
coração e me senti quente, parecia que eu ia desmaiar, não era pra eu estar me
sentindo daquele jeito, era pra eu estar com raiva e nada além disso.
–
Luiza.
Abri
a geladeira e peguei um pedaço da torta de limão, sentei no balcão e comecei a
comer, não dei muita atenção pro Eduardo. Eu queria que ele percebesse que eu
estava realmente chateada.
–
Eu sei que deve estar chateada, mas me perdoa, eu não quis dizer aquilo, é que
eu não imaginava que você era assim, eu pensei que você era uma pirralha que
iria ficar me atormentando.
–
Você podia achar o que fosse de mim, mas mesmo assim não foi certo você ter
falado aquilo – olhei pra ele – . Hoje foi o pior dia da minha vida, e quando
você me chamou pra festa eu realmente pensei que pelo menos uma parte dele
poderia ser boa, e tava sendo – senti uma lágrima caindo. Não queria chorar na
frente dele, mas não queria prender nada dentro de mim. –, tava sendo ótima,
mas você falou aquilo e acabou com tudo... eu estou realmente me sentindo um
lixo. Você falou como se eu tivesse acabado com a sua vida. Não sei. Eu só
quero entender, o porque de você ter falado aquilo, só isso, pode me explicar?
Ele
se aproximou de mim e se apoiou no balcão.
–
Não sou uma boa opção de menino pra ser amigo de meninas.
–
Ah, então por isso você falou aquilo? Essa é a sua melhor desculpa? Nossa!
–
Isso não é uma desculpa, eu to sendo sincero! É que eu tenho uma mania de me
apaixonar muito rápido pelas pessoas. Eu me apego muito fácil, e não seria
legal isso acontecer com você. – ele abaixou a cabeça, estava com vergonha.
-
Miil desculpas pela demora, é que ta tudo bastante corrido, e eu não to tendo tempo pra escrever, mas prometo que a partir de agora vou me dedicar mais.
Aproveitem!
Beijoos, :*
@PolliSplit
Ain ele ta apoixonado por ela!!!
ResponderExcluirSó quero ver em Polli todo dia eu vou vim aqui ver sevc postou!!
IUAHEIUHEIUHEIHE, pode deixar amoor!
ExcluirIUAHEIUHEIUHEIHE, pode deixar amoor!
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